Complexo Mineiro do Braçal
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O campo mineiro do Braçal - Malhada é composto por doze filões quartzosos de galena encaixados em xistos do período Câmbrico, orientados N50º W e 85º a 55º SW e N60º a 80º E e 70º S e com possanças até 6 metros.
As minas do Braçal, da Malhada e o Coval da Mó constituíram um dos mais importantes centros mineiros do norte do país. O Rio Mau passa nas minas da Malhada e do Braçal canalizado em túneis artificiais construídos pelo homem.
A descoberta nestas minas de vestígios e poços antigos levam à conclusão que as mesmas já eram exploradas provavelmente no tempo da ocupação romana da Península Ibérica.
Existe na mina da Malhada um poço que é popularmente denominado de "Poço dos Mouros", esta nomenclatura está errada como se veio a provar pelos artefactos encontrados nas diversas minas. Nos meados do século XIX, descobriram-se as minas da Malhada e do Coval da Mó, em cujos trabalhos de limpeza se encontraram, entre outros objectos, uma trança de chicote de couro, que provavelmente terá servido para castigar escravos que ali trabalharam, um utensílio semelhante a um balde destinado, certamente, à extracção de minério, um pedaço de candeia de barro, bem como madeiramentos quase metamorfoseados em lenhite que serviriam de suporte à mina.
Estes notáveis achados foram devidamente assinalados no Relatório elaborado por Carlos Ribeiro em 1853, a propósito dessas minas. A prova mais cabal e indiscutível foi encontrada em 1943 pelo Engenheiro João Oliveira Vidal, quase um século depois dos primeiros achados, ao fazer-se o reconhecimento de uma nova galeria na mina da Malhada, duas lucernas romanas, uma delas intacta, regressaram de uma prolongada noite de séculos à luz do dia, desfazendo todas as dúvidas em relação à exploração destas minas pelos Romanos.
Tais objectos foram classificados como sendo do século I ou II da nossa era, ou seja, romanas.
Em 6 de Agosto de 1836, foi emitido o decreto que concede o campo da antiga mina do Braçal a José Bernardo Michelis. Em 1840, a concessão passou para o alemão Diederich Mathias Fewerheerd que a explorou durante dez anos.
Em 1850, foi descoberta a Mina da Malhada que dista da do Braçal cerca de 800 metros cujo poço principal, o “Poço Mestre”, tinha cerca de 400 metros de profundidade. Iniciou-se uma nova fase em 1882 com a criação da Companhia Mineira e Metalúrgica do Braçal. Formou-se, em 1898 uma companhia Belga que se propôs revitalizar as minas e modernizá-las.
Nos anos de 1862 e 1863, houve grandes manifestações populares contra as minas, porque se alegava que os fumos dos fornos prejudicavam as culturas.
Já no século XX, e durante vários anos, a empresa mineira foi administrada pelo Engenheiro Gregório Pinto Rola. Após alguns anos de paragem, a exploração mineira foi reactivada em 1942, terminado definitivamente em 1958, sendo administrador até então o Engenheiro João Oliveira Vidal. De 1949 a 1955, chegaram a trabalhar neste complexo mineiro 742 operários, fazendo desta empresa uma das maiores do distrito de Aveiro.
Em 1958 houve uma forte desvalorização do chumbo no mercado internacional, o que levou ao abandono da exploração do minério e ao consequente encerramento do complexo mineiro.
O encerramento das minas provocou um grave problema social, que levou à emigração para países como França e Alemanha.
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